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A importância da caminhada para os idosos/Fonte Canva

Os Benefícios da Caminhada para Idosos

O aumento da população idosa é um fenômeno global. De acordo com a Organização das Nações Unidas, desde 1950, o número de indivíduos com mais de 60 anos no mundo triplicou, totalizando agora 606 milhões de pessoas nessa faixa etária. Esse crescimento levanta preocupações sobre o bem-estar e a qualidade de vida dos idosos.

Manter uma alimentação adequada, interagir socialmente e praticar atividades físicas regularmente são aspectos cruciais para a saúde, especialmente na terceira idade. A caminhada surge como uma atividade física ideal para esse grupo, proporcionando uma série de benefícios ao corpo e à mente.

A prática da caminhada na terceira idade é altamente recomendada devido à sua praticidade, falta de contraindicações e custo acessível. Uma das grandes vantagens é a sua adaptabilidade a diferentes locais, podendo ser realizada em ruas, praias, parques ou pistas de atletismo.

Para colher os benefícios dessa prática, é crucial manter uma regularidade, caminhando pelo menos três vezes por semana. Com apenas 30 minutos de caminhada moderada por sessão, onde se respira um pouco mais rápido do que o normal, é possível reduzir significativamente o risco de doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer.

Um estudo publicado na revista médica JAMA revelou que a caminhada na terceira idade pode diminuir o risco de incapacidade física. A pesquisa, envolvendo 1.635 voluntários de oito universidades, demonstrou que aqueles que se exercitaram regularmente tiveram menor probabilidade de desenvolver debilidades físicas futuras em comparação com os sedentários.

Além dos benefícios físicos, a caminhada na terceira idade também promove melhorias na função cardiovascular, condicionamento físico, controle de peso e fortalecimento muscular, reduzindo o risco de quedas tão comuns nessa fase da vida. Também contribui para a redução da pressão arterial, melhoria dos níveis de colesterol e combate à osteoporose. Ademais, há impactos positivos na autoestima e no combate à depressão, devido ao aumento na produção de serotonina, que promove bem-estar.

Antes de iniciar qualquer programa de caminhada, é fundamental passar por uma avaliação médica e realizar exames para verificar as condições cardiovasculares. Com esses cuidados, é possível desfrutar de todos os benefícios desse exercício, garantindo a preservação da saúde na terceira idade.

Idoso com andador/Fonte-Canva

O que dizem os profissionais

Segundo a fisioterapeuta Luciana Mastandrea, coordenadora do Instituto Biodelta, o processo de envelhecimento pode muitas vezes levar os idosos a perderem sua condição física, o que pode resultar em um ciclo de inatividade crescente. Para quebrar esse ciclo vicioso, é essencial que os idosos reaprendam a caminhar.

Dra. Luciana Mastandrea, especialista na área, destaca que frequentemente recebe pacientes idosos que experimentam quedas recorrentes. Muitas vezes, os familiares desses pacientes acreditam que a solução é evitar que a pessoa ande para reduzir os riscos, quando na realidade é o oposto. De acordo com a profissional, é necessário um processo de reaprendizagem da marcha, frequentemente com o auxílio de dispositivos externos como bengalas ou andadores, além do fortalecimento muscular direcionado.

Ela enfatiza a importância de realizar duas sessões por semana, com duração de 40 minutos a uma hora, para obter resultados significativos. Os exercícios de contrarresistência, uma forma de musculação terapêutica com aumento gradual de carga, são especialmente eficazes para reverter esse quadro.

Portanto, é fundamental reconhecer que a inatividade não é a solução para os problemas de mobilidade dos idosos. Pelo contrário, é necessário incentivar e apoiar ativamente o processo de reaprendizagem da caminhada, juntamente com o fortalecimento muscular direcionado, para melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de quedas e lesões.

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